TOP 8 – Melhores filmes de Quentin Tarantino

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Com a estréia de “Os Oito Odiados”, elaboro, agora, meu top dos filmes de Quentin Tarantino. Só lembrando: eu considero (e o próprio Tarantino também) “Kill Bill Vol.1” e “Kill Bill Vol.2” um único filme que, só foi dividido em duas partes, por razões estritamente comerciais (Tarantino já externou algumas vezes que sua intenção original era de lançar o filme de uma única vez, mas, se fizesse isto, o mesmo teria uma duração em torno de quatro horas).

E, para que não viu ainda, coloco, antes do top, o curta-metragem “Tarantino’s Mind”, o qual traz, num bate-papo entre Selton Mello e Seu Jorge, várias ligações existentes entre os filmes do diretor.

08 – Jackie Brown_1997

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07 – À Prova de Morte (Death Proof_2007)

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06 – Os Oito Odiados (The Hateful Eight_2015)

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05 – Django Livre (Django Unchained_2012)

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04 – Cães de Aluguel (Reservoir Dogs_1992)

reservoir-dogs.1315103 – Kill Bill_(Kill Bill Vol.1_2003/ Kill Bill Vol.2_2004)

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02 – Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds_2009)

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01 – Pulp Fiction_1994

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Momentos Antológicos do Cinema 07 – Os Caçadores da Arca Perdida (Riders of the Lost Ark, 1981) – Sequência de abertura e perseguição ao caminhão nazista

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Quando falei sobre a “Rider’s March”, tema de “Os Caçadores da Arca Perdida”, afirmei que Indiana Jones era o maior e mais icônico herói do cinema. Não só reafirmo o que disse, como digo mais: “Os Caçadores da Arca Perdida” é o melhor filme de aventura já feito; não há nenhum outro que chegue perto do nível de qualidade atingido por Steven Spielberg. E não só isso: se tivesse que fazer um top 10 dos melhores filmes de Spielberg, ficaria em dúvida se colocaria em primeiro “Os Caçadores da Arca Perdida” ou “Tubarão” (Jaws, 1975), pois, a cada vez que reassisto a ambos, os dois filmes só melhoram.

Ao lembrar de “Os Caçadores da Arca Perdida”, quatro coisas me vêm logo à mente: a própria figura de Indiana Jones (Harrison Ford de jaqueta, chapéu e chicote), a trilha sonora de John Williams, a sequência de abertura do filme e a sequência de perseguição ao caminhão nazista.

A sequência de abertura é uma das mais emblemáticas já feitas, pois Spielberg consegue, naquele início, apresentar o personagem ao público de forma a destacar seu espírito aventureiro e algumas de suas características marcantes em três momentos:

a) ao esperar alguns minutos após os créditos iniciais para revelar a identidade do herói (apenas quando este utiliza o chicote para atingir a mão de um homem que ia atirar nele, delimitando a importância daquele objeto para a composição do personagem);

b) quando Indiana Jones chega à caverna (cheia de armadilhas!) que contem o ídolo, Spielberg dá uma aula da relevância do tempo e espaço na elaboração de uma cena, pois após a caverna começar a desabar, Indiana Jones é traído e tem que escapar enquanto uma porta se fecha: observe como Spielberg foca entre o esforço do arqueólogo para sair de um buraco e o movimento da porta se fechando, o que cria a tensão necessária para o espectador se importar com o destino do personagem (há que se destacar que o personagem volta para pegar seu chicote – o que mostra novamente a importância do objeto para o herói, e também que depois ocorre a famosa cena de Indiana Jones fugindo da bola de pedra);

c) por fim, Indiana Jones escapa de vários índios correndo em plena selva amazônica, agarrando-se em um cipó como Tarzan (referência a um herói clássico) e ao entrar no avião, percebe que há uma cobra subindo por sua perna (o que serve para Spielberg já estabelecer o medo que o personagem tem de cobras – medo este que será importante em cena posterior do filme).

Estes três momentos coloquei abaixo:

A sequência da perseguição ao caminhão nazista é simplesmente uma das grandes sequências de ação da história do cinema: um casamento perfeito entre as imagens e a trilha  composta por John Williams.