Análise do Oscar de Melhor Filme 2006/2016 – Parte I

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Em 2013 escrevi o seguinte: “O Oscar é um prêmio político acima de tudo e, em último caso, não serve como parâmetro para avaliar a qualidade técnica e artística de um filme. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood mais errou do que acertou ao longo de sua história na entrega do prêmio; vários absurdos foram cometidos (exemplos :“Chicago”, “Shakespeare Apaixonado”, “Crash – No Limite” , “Quem quer ser um milionário” e “O Discurso do Rei” ganharam o Oscar de Melhor Filme nos últimos anos, alguns deles filmes medíocres e outros ruins, filmes que nem deveriam ser indicados para começo de conversa; diretores do calibre de Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick e Charles Chaplin, mesmo com várias obras-primas na carreira, não levaram sequer uma única estatueta de Melhor Diretor para casa; “Os Bons Companheiros” de Martin Scorsese – talvez o melhor filme da década de 90 – perdeu o Oscar em 1991 para o mediano “Dança com Lobos” de Kevin Costner; “Touro Indomável”, também dirigido por Martin Scorsese – considerado por mim e por muitos como o melhor filme da década de 80 – perdeu o Oscar para o filme “Gente como Gente”, filme hoje pouco lembrado, seja por cinéfilos, seja pelos críticos).”

Ao que parece, a história se repetirá no Oscar 2016: “Mad Max – Estrada da Fúria”, indiscutivelmente o melhor filme lançado em 2015, provavelmente não levará a estatueta para casa. O crítico Roberto Sadovski (que foi redator-chefe da revista “SET” por muitos anos) postou em seu blog os motivos do porquê “Mad Max: Estrada da Fúria” deveria ganhar o Oscar de melhor filme.  Isabela Boscov (crítica de cinema da revista Veja) colocou, em seu blog, que “Mad Max – Estrada da Fúria” também deveria levar o Oscar de melhor filme. Entretanto, as premiações anteriores ao Oscar 2016 (os chamados prêmios dos Sindicatos) indicam que o filme de George Miller será ignorado, visto que “O Regresso”, “Spotlight” e “A Grande Aposta” são os favoritos para o Oscar de melhor filme.

Está ficando cada vez mais comum a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood premiar filmes que brevemente serão esquecidos pelo público e crítica em detrimento de filmes que possuem todos os ingredientes para sobreviver ao maior teste de todos: o tempo. “Mad Max – Estada da Fúria” é o melhor filme de ação desde “Matrix”, de 1999; já nasceu clássico e com certeza será discutido e lembrado por muitos anos ainda,servindo, assim, de influência para vários filmes no futuro.

Em razão dos constantes erros perpetrados no Oscar, resolvi analisar onze anos da premiação de Melhor Filme, apontando qual filme naquele ano deveria ser o vencedor (só uma única vez – isso mesmo – uma vez ao longo de onze anos o prêmio foi dado para o filme correto!). Há casos em que o melhor filme nem estava entre os indicados. Peço que depois comparem a minha lista dos melhores filmes com a lista dos reais vencedores e percebam o abismo de qualidade existente entre alguns.

Abaixo, a análise do Oscar de Melhor Filme de 2006 a 2010.

  • Oscar 2006 

Indicados: “Boa Noite, Boa Sorte”, “Capote”, “Crash – No Limite”, “O Segredo de Brokeback Mountain” e “Munique”

Quem venceu: “Crash – No Limite”. Filme completamente esquecível que se espelhou nos filmes que Alejandro González Iñárritu vinha realizando com o roteirista Guillermo Arriaga (vários personagens com histórias que se intercruzam ao longo do tempo – como por exemplo: “Amores Brutos”,”21 Gramas” e “Babel”) .

Quem deveria vencer: “Munique”. Melhor filme que Steven Spielberg realizou nos anos 2000. Só este fato já quer dizer muita coisa.

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  •  Oscar 2007

– Indicados: “A Rainha”, “Babel”, “Pequena Miss Sunshine”, “Cartas de Iwo Jima” e “Os Infiltrados”

– Quem venceu: “Os Infiltrados”. Apesar de Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood ter ignorado Martin Scorsese em “Taxi Driver”, “Touro Indomável” e “Os Bons Companheiros”, finalmente eles se redimiram ao premiar o filme e o diretor em 2006. “Os Infiltrados” é a refilmagem de “Conflitos Internos”, filme policial produzido em Hong Kong em 2002. Scorsese consegue superar o original em todos os aspectos e entrega um dos grandes filmes policiais da última década com excelentes atuações de Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Mark Whalberg e Jack Nicholson (que, diga-se de passagem, foi completamente ignorado na categoria de ator coadjuvante naquele que deveria ter sido seu quarto Oscar).

– Quem deveria vencer: “Os Infiltrados”. Única vez que Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood acertou nos últimos dez anos.

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  • Oscar 2008

– Indicados: “Juno”, “Onde os Fracos Não Tem Vez”, “Conduta de Risco”, “Desejo e Reparação”, “Sangue Negro”.

Quem venceu: “Onde os Fracos Não Tem Vez”. Este é um excelente filme dos Irmãos Coen com uma grande interpretação de Javier Bardem. Espécie de western moderno e alegoria sobre a violência, “Onde os Fracos Não Tem Vez” é um filme interessado em analisar a degradação da sociedade, na qual um mal que chega sem motivo, de lugar desconhecido (representado pelo Anton Chigurh de Bardem) desafia a compreensão daqueles que não conseguem acompanhar os novos tempos (no caso, o xerife interpretado por Tommy Lee Jones). É um filme denso, aberto a diversas interpretações e que merecia o Oscar de Melhor Filme caso não estivesse concorrendo com o melhor filme norte-americano lançado nos anos 2000.

Quem deveria vencer:  “Sangue Negro”. Obra-prima de Paul Thomas Anderson, este é o melhor filme que vi em uma sala de cinema e o melhor filme norte-americano lançado nos anos 2000. Esta não é apenas minha opinião, como a de diversos críticos, algo que esta pesquisa deixa bem claro. Comparado a “Cidadão Kane” no ano de seu lançamento, o filme conta a trajetória do magnata do petróleo Daniel Plainview, intepretado por Daniel Day-Lewis  em uma das melhores atuações da história do cinema. “Sangue Negro” é um filme perfeito e deveria ter levado, em 2007, além do Oscar de Melhor Ator e Melhor Fotografia, os Oscars de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Montagem.

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  • Oscar 2009

– Indicados: “Quem Quer Ser Um Milionário”, “Milk – A Voz da Igualdade”, “O Curioso Caso de Benjamin Button”, “Frost/Nixon”, “O Leitor”.

Quem venceu: “Quem Quer Ser Um Milionário”. Este é um dos piores filmes a vencer o Oscar de Melhor Filme ao lado de “Shakespeare Apaixonado” e “Crash – No Limite”. O Oscar de 2009 foi um dos piores já realizados, pois, à exceção de “Frost/Nixon”, nenhum dos filmes merecia estar concorrendo. Filmes como “Batman – O Cavaleiro das Trevas” de Christopher Nolan, “Amantes” de James Gray, “Gran Torino” de Clint Eastwood e “Foi Apenas um Sonho” de Sam Mendes deveriam ser indicados.

Quem deveria vencer: “Batman – O Cavaleiro das Trevas” (que não foi nem indicado). O filme de Christopher Nolan foi, ao lado de “Wall-E” (animação da Pixar), o melhor filme lançado em 2008. Nolan bebeu na fonte dos filmes noir da década de 40 e 50 e em grandes filmes policiais norte-americanos (notadamente “Fogo Contra Fogo” de Michael Mann) para criar uma obra-prima do cinema policial e o melhor filme baseado em um personagem dos quadrinhos até hoje. A atuação magistral de Heath Ledger como Coringa foi premiada, mas o filme merecia vencer também os Oscars de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Montagem, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Fotografia, Melhor Som, Melhor Direção de Arte, Melhor Trilha Sonora (a que também não foi indicado) e Melhor Som (venceu na categoria Melhor Edição de Som, mas perdeu para Melhor Som para “Quem Quer Ser Um Milionário”). É inacreditável que um filme deste calibre tenha ganhado apenas 2 Oscars enquanto que “Quem Quer Ser Um Milionário” levou 8! A revolta do público e da crítica foi tão grande pelo fato de a Academia ter ignorado “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, que no ano seguinte ampliaram o número de indicados de 5 para 10. Como veremos, isto não surtiu muito efeito na hora de escolher os vencedores.

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  • Oscar 2010

– Indicados: “Bastardos Inglórios”, “Avatar”, “Guerra ao Terror”, “Distrito 9”, “Amor Sem Escalas”, “Um Homem Sério”, “Educação”, “Um Sonho Possível”, “Up – Altas Aventuras”, “Preciosa – Uma História de Esperança”.

– Quem venceu: “Guerra ao Terror”. O filme de guerra da diretora Kathryn Bigelow é muito bom, mas em um ano em que se tem “Bastardos Inglórios” e “Avatar” não dá para premiar um filme menor. Além disto, este é mais um daqueles casos em que se premia a pessoa (ator, diretor, etc.) no ano errado, como veremos mais a frente, pois Bigelow também levou a estatueta de Melhor Diretor para casa.

– Quem deveria vencer: “Bastardos Inglórios”. A Academia perdeu uma grande chance de premiar Quentin Tarantino em 2010. “Bastardos Inglórios” é o melhor filme do diretor desde “Pulp Fiction”. É um filme que, ao mesmo tempo que homenageia o Cinema (a arte), utiliza uma sala de cinema como instrumento para a morte de uns dos mais odiados personagens da história humana. Tarantino apresenta aqui um controle de câmera invejável (com diversas referências a Sergio Leone – sobretudo na abertura) e um trabalho de tempo/ritmo nas ações e diálogos que só os melhores diretores possuem. Há várias cenas memoráveis (o personagem de Brad Pitt tentando falar italiano é hilário! Buongiorno! Gorlami! Arriverdeci! ) e o Coronel Hans Landa de Christoph Waltz é um dos grandes vilões do cinema da última década.

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Análise e palpites do Oscar 2013

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De todos os filmes indicados ao Oscar de Melhor Filme, os dois únicos que não vi foram “As Aventuras de Pi” e “Os Miseráveis”. No entanto, estes dois filmes têm pouca ou quase nenhuma chance de levarem a estatueta de Melhor Filme.

O Oscar é um prêmio político acima de tudo e, em último caso, não serve como parâmetro para avaliar a qualidade técnica e artística de um filme . A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood mais errou do que acertou ao longo de sua história na entrega do prêmio; vários absurdos foram cometidos (exemplos : “Chicago”, “Shakespeare Apaixonado”, “Crash – No Limite” , “Quem quer ser um milionário” e “O Discurso do Rei” ganharam o Oscar de Melhor Filme nos últimos anos, alguns deles filmes medíocres e outros ruins, filmes que nem deveriam ser indicados para começo de conversa; diretores do calibre de Alfred Hitchcock e Stanley Kubrick, mesmo com várias obras-primas na carreira, não levaram sequer uma única estatueta de Melhor Diretor para casa; “Os Bons Companheiros” de Martin Scorsese – talvez o melhor filme da década de 90 – perdeu o Oscar em 1991 para o mediano “Dança com Lobos” de Kevin Costner).

Das ausências sentidas na lista de Melhor Filme deste ano, cito, sobretudo “007-Operação Skyfall” que não só é o melhor filme de James Bond feito até hoje como também foi um dos melhores filmes que eu vi no ano de 2012. Daniel Craig está ainda melhor como Bond, Javier Bardem faz um vilão sensacional (talvez o melhor da série até agora) e Judi Dench mais uma vez está muito bem como M. Não faltam referências a aspectos clássicos da franquia (principalmente no final) e Roger Deakins arrebenta na fotografia do filme (há cenas de beleza deslumbrante). Sam Mendes deu aos fãs, nos 50 anos de Bond comemorados ano passado, o melhor presente de todos: um filmaço. Pelo menos, como consolação, o filme está concorrendo em 5 categorias técnicas: Melhor Canção, Melhor Fotografia, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som e Melhor Trilha Sonora.

Dos filmes que concorrem ao Oscar de Melhor Filme este ano, o único que realmente merece ser chamado de “Melhor Filme” é “A Hora Mais Escura”, um excelente thriller político e de ação que bebe na fonte de filmes como “Todos os Homens do Presidente” para construir de maneira quase que documental a impressionante caçada da CIA (destaque para incrível transformação da personagem de Jessica Chastain ao longo do filme e para profundidade que ela consegue imprimir em tela) e do exército norte-americano ao terrorista Osama Bin Laden. Os outros filmes são bons de uma forma geral, mas nenhum consegue se igualar a “A Hora Mais Escura”. Se, como ao que tudo indica, “Argo” ganhar o prêmio de Melhor Filme, não será um absurdo como o que ocorreu com os outros filmes citados acima e que também levaram o prêmio de Melhor Filme anteriormente; entretanto, ganhará o prêmio mais pelo fato da polêmica em torno de “A Hora Mais Escura” (senadores dos EUA chamaram o filme de “grosseiramente impreciso e enganoso” por sugerir que a tortura ajudou os Estados Unidos a rastrear o líder da Al Qaeda até um complexo no Paquistão. Os senadores citaram registros de inteligência divulgados em abril de 2012, que mostraram que isso não era o caso e disseram que o filme “tem o potencial de influenciar a opinião pública norte-americana de uma forma perturbadora e enganosa”. Isto fez o filme perder força na reta final das premiações da indústria cinematográfica) do que por méritos próprios.

“Argo” é um ótimo filme e mostra uma evolução na carreira de Ben Affleck como diretor. No entanto, não consegue bater ou ao menos igualar os méritos artísticos e técnicos do filme da diretora Kathryn Bigelow (que, diga-se de passagem, também foi esnobada neste Oscar na categoria de Melhor Diretor, assim como Ben Affleck e Quentin Tarantino); algo que fica mais evidente ainda pelo fato do filme de Affleck também ser um thriller político. O ponto forte de “Argo” é a verossimilhança com que Affleck consegue retratar o absurdo e quase que surreal plano da CIA (fazendo várias referências à própria Hollywood) para libertar seis americanos que encontram-se abrigados na casa do embaixador canadense na época da Revolução Iraniana.

“Django Livre” é uma bela homenagem de Quentin Tarantino aos westerns spaghetti da década de 60 (os filmes de faroeste feitos por diretores italianos como Sergio Leone e Sergio Corbucci), mas tem problemas de ritmo perto do final e não está no mesmo nível de excelência de outras obras do diretor, sobretudo “Pulp Fiction”, “Cães de Aluguel” e, de seu filme anterior, “Bastardos Inglórios”.  O destaque vai para as atuações inspiradas de Christopher Waltz, Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson e Jamie Foxx e para o roteiro de Tarantino que contém, como de costume, diálogos afiados e impagáveis.

“Lincoln” sofre de problema parecido a “Django Livre”, pois Steven Spielberg arrasta desnecessariamente o filme demais perto do seu final, tudo como pretexto para tentar ser melodramático e arrancar algumas lágrimas do espectador. “Lincoln” é muito bom quando se concentra em todo o debate e esquema políticos por trás da aprovação da 13ª Emenda da Constituição norte-americana (Emenda que aboliu a escravidão nos EUA), mas não mantém o nível quando foca na relação do presidente Abraham Lincoln com sua insuportável mulher (Sally Field totalmente exagerada em cena) e com seu filho. Os méritos do filme vão quase todos para aquele que considero o melhor ator em atividade atualmente: Daniel Day-Lewis, ator que se transforma nos personagens que interpreta de maneira tal que é inevitável não reverenciá-lo e conceder-lhe todos os prêmios a que tem direito.

“O Lado Bom Da Vida” tem sua força nos excelentes diálogos (méritos aí para o roteiro) e nas interpretações humanas e sensíveis que o diretor David O. Russel consegue arrancar do seu elenco: Bradley Cooper (interpreta o bipolar Pat de maneira carismática e real, mostrando que pode ir mais além do que o papel de “galã” em filmes de comédia romântica despretensiosas), Jennifer Lawrence (é quase impossível não se apaixonar pela problemática, maluca e verdadeira Tiffany interpretada por ela) e Robert DeNiro (desde “Cassino” e “Fogo Contra Fogo” DeNiro não entrega uma atuação do mesmo nível da apresentada aqui; é, sem dúvidas, a maior surpresa agradável do filme e, em se tratando de atuação, uma das maiores surpresas do ano). “O Lado Bom Da Vida” é o tipo de filme que faz o espectador sair bem do cinema (o chamado “feel good movie”), mas, ao mesmo tempo, o faz pensar sobre como superar as dificuldades da vida; o grande tema do filme é este: a superação (no caso, a doença sofrida pelo personagem principal).  A verdade é que todos nós temos um pouco de Pat e Tiffany.

De “Amor” e “Indomável Sonhadora” tenho pouco a dizer: apenas que o primeiro, apesar de ser um bom filme, ter boas atuações, ter ganho a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2012 e ser o favorito a levar o Oscar de Filme Estrangeiro, não é nem de perto a obra-prima que muitos críticos estão dizendo que é (o diretor Michael Haneke já foi melhor em “Violência Gratuita” e “Caché”, por exemplo); quanto ao segundo, é o típico filme independente simpático que Hollywood todos os anos tenta elevar ao status de cult (mais ou menos o que aconteceu com “Juno” em 2007), mas que daqui a um ano ninguém vai lembrar mais (esse filme só vale ser visto mesmo pela atuação da menina Quvenzhané Wallis como a personagem Hushpuppy).

Abaixo, dou minhas notas para os 7 filmes que vi e que concorrem ao Oscar de Melhor Filme e meus palpites para as principais categorias (como não vi ainda nenhuma das animações que concorrem ao Oscar nem os documentários, não darei palpites nessas categorias).

NOTAS

– A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty)_Kathryn Bigelow

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Nota: 9,0

– Argo_Ben Affleck

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Nota: 8,5

– Django Livre (Django Unchained)_Quentin Tarantino

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Nota: 8,5

– Lincoln_Steven Spielberg

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Nota: 8,0

– O Lado Bom Da Vida (Silver Linings Playbook)_David O.Russel

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Nota: 8,0

– Amor (Amour)_Michael Haneke

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Nota: 7,5

– Indomável Sonhadora (Beasts of the Southern Wild)_Benh Zeitlin

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Nota – 7,0

PALPITES

– MELHOR FILME

Acredito que vai ganhar: Argo.

Deveria ganhar: A Hora Mais Escura.

– MELHOR DIRETOR

Acredito que vai ganhar: Steven Spielberg.

Deveria ganhar: Entre os indicados, nenhum. Se o Oscar não tivesse feito besteira e  tivesse indicado Kathryn Bigelow, ela deveria ser a vencedora. O Oscar também não seria mal dado a Ben Affleck ou Quentin Tarantino. No entanto, nenhum deles foi indicado.

– MELHOR ATOR

Acredito que vai ganhar: Daniel Day-Lewis.

Deveria ganhar: Daniel Day-Lewis.

– MELHOR ATRIZ

Acredito que vai ganhar: Jennifer Lawrence.

Deveria ganhar: Jennifer Lawrence. No entanto, se o Oscar for dado para Jessica Chastain não será mal dado, pois sua interpretação da agente da CIA Maya é a alma de A Hora Mais Escura.

– MELHOR ATOR COADJUVANTE

Acredito que vai ganhar: Christopher Waltz.

Deveria ganhar: Talvez esta seja a categoria mais disputada esse ano. Acredito que além de Christopher Waltz, outro que tem grandes chances de levar o prêmio é Tommy Lee Jones. No entanto, pelo fator surpresa e também por conseguir entregar uma atuação que há muito tempo não conseguia, eu acho que Robert DeNiro deveria ganhar. Não daria o prêmio para Christopher Waltz porque sua interpretação em Django Livre é bem parecida com a de Bastardos Inglórios.

– MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Acredito que vai ganhar: Anne Hathaway, apesar de não ter visto Os Miseráveis.

Deveria ganhar: Como não vi Os Miseráveis (por qual  Anne Hathaway concorre) nem As Sessões (por qual Helen Hunt concorre), não tenho como dar uma opinião abalizada sobre esta categoria. No entanto, dos filmes que eu vi, acredito que Amy Adams seria uma boa escolha.

– MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Acredito que vai ganhar: Django Livre.

Deveria ganhar: Django Livre. Apesar de que não acharia ruim se A Hora Mais Escura vencesse.

– MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Acredito que vai ganhar: Argo.

Deveria ganhar: Argo.

– MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Acredito que vai ganhar: Amor, até porque está indicado na categoria melhor filme.

Deveria ganhar: Não tenho como dar opinião, pois não vi os outros 4 indicados.

– MELHOR FOTOGRAFIA

Acredito que vai ganhar: As Aventuras de Pi, por tudo que se tem falado na imprensa nas última semanas ( isto porque não vi o filme ainda).

Deveria ganhar: 007 – Operação Skyfall.

– MELHOR CANÇÃO

Acredito que vai ganhar: 007 – Operação Skyfall.

Deveria ganhar: 007 – Operação Skyfall.

– MELHOR MONTAGEM

Acredito que vai ganhar: Argo.

Deveria ganhar: A Hora Mais Escura.

– MELHORES EFEITOS VISUAIS

Acredito que vai ganhar: As Aventuras de Pi.

Deveria ganhar:  Em relação aos filmes que vi daria o Oscar para O Hobbit.

– MELHOR TRILHA SONORA

Acredito que vai ganhar: As Aventuras de Pi

Deveria ganhar: 007 – Operação Skyfall.

– MELHOR FIGURINO

Acredito que vai ganhar: Anna Karenina, apesar de não ter visto o filme.

Deveria ganhar: Entre os que vi, Lincoln.

– MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Acredito que vai ganhar: Anna Karenina.

Deveria ganhar: Entre os que vi, Lincoln.

– MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Acredito que vai ganhar: Argo.

Deveria ganhar: A Hora Mais Escura

– MELHOR MIXAGEM DE SOM

Acredito que vai ganhar: Os Miseráveis, por ser um musical.

Deveria ganhar: 007 – Operação Skyfall

– MELHOR MAQUIAGEM

Acredito que vai ganhar: Os Miseráveis.

Deveria ganhar: O Hobbit.