Continuações melhores que o filme original

Elaborei uma lista com as continuações que superam o filme original (essas continuações podem ser a segunda ou terceira parte de uma trilogia, por exemplo, ou são parte de uma franquia com um número maior de filmes) e cheguei ao total de 21 filmes.

Deve haver algumas continuações que não lembrei, mas a grande parte delas, com certeza, foi lembrada.

Só uma observação: não coloquei na lista “O Poderoso Chefão: Parte II” (1974), pois não acredito, de forma alguma, que a segunda parte da saga da família Corleone supere o primeiro filme (este é, inclusive,tido por mim, – e por muitos – como o melhor filme da história do cinema). O segundo filme amplia o escopo do primeiro, mostrando o flashback de Vito Corleone e dando continuidade à história de Michael, mas não concordo que ele seja melhor que o “O Poderoso Chefão” (1972) – no máximo, é um filme de qualidade equivalente. Eu entendo quem prefere o segundo filme; no entanto, não é uma opinião da qual compartilho.

Da mesma forma, não coloquei “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989), pois não acho que este filme seja superior a “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981), que, para mim, é o melhor filme de aventura já feito até hoje.

Abaixo, a lista em ordem alfabética.

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Aliens: O Resgate (1986) – diretor: James Cameron; continuação de “Alien: O Oitavo Passageiro” (1979) de Ridley Scott e um dos melhores filmes de ação/ficção científica da história do cinema.

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– Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008) – diretor: Christopher Nolan; segunda parte da trilogia do Batman dirigida por Christopher Nolan e o melhor filme baseado no universo de super-herói feito até hoje.

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– Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014) – diretores: Joe Russo, Anthony Russo; continuação de “Capitão América: O Primeiro Vingador” (2011) e melhor filme do Marvel Studios até agora.

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– Como Treinar Seu Dragão 2 (2014) – diretor: Dean DeBlois; continuação de “Como Treinar o Seu Dragão” (2010) e melhor animação do estúdio DreamWorks até o momento.

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– De Volta para o Futuro 2 (1989) – diretor: Robert Zemeckis; segunda parte da trilogia dirigida por Robert Zemeckis.

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– Homem-Aranha 2 (2004) – diretor: Sam Raimi; segundo filme da trilogia do Homem-Aranha dirigida por Sam Raimi.

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– Jornada nas Estrelas 2: A Ira de Khan (1982) – diretor: Nicholas Meyer; segundo dos seis filmes protagonizados pela tripulação original da Enterprise.

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– Mad Max: Estrada da Fúria (2015) – diretor: George Miller; melhor produção a se passar no universo pós-apocalíptico criado por Miller e o melhor filme de ação dos últimos 15 anos.

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– Máquina Mortífera 2 (1989) – diretor: Richard Donner; melhor filme protagonizado pela dupla de policiais Martin Riggs (Mel Gibson) e Roger Murtaugh (Danny Glover).

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– Missão: Impossível 3 (2006) – diretor: J.J.Abrams; terceiro filme da franquia protagonizada pelo agente Ethan Hunt (Tom Cruise) – talvez o quinto filme, “Missão: Impossível – Nação Secreta”, seja tão bom quanto o terceiro (preciso revê-lo para decidir isto).

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– O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991) – diretor: James Cameron; continuação de “O Exterminador do Futuro” (1984), também dirigido por James Cameron e um dos melhores filmes de ação/ficção científica da história do cinema.

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– Operação Invasão 2 (2014) – diretor: Gareth Evans; sequência de “Operação Invasão” (2011), filme de ação/policial que Gareth Evans também dirigiu; é, sem dúvidas, um dos grandes filmes de ação a surgir desde o ano 2000, ao lado de “O Ultimato Bourne”, “Mad Max: Estrada da Fúria” e “007: Cassino Roayle”.

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– O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (2003) – diretor: Peter Jackson; terceira parte da trilogia que Peter Jackson dirigiu baseada nos livros de Tolkien.

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– O Ultimato Bourne (2007) – diretor: Paul Greengrass; terceira parte da trilogia Bourne (eu ignoro completamente o quarto filme).

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– Planeta dos Macacos: O Confronto (2014) – diretor: Matt Reeves; continuação de “Planeta dos Macacos: A Origem” (2011), filme que marcou o reboot da franquia.

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– Star Trek: Além da Escuridão (2013) – diretor: J.J.Abrams; continuação de “Star Trek” (2009), filme responsável pelo reboot da franquia “Jornada nas Estrelas” no cinema.

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– Star Wars Episódio V – O Império Contra-Ataca (1980) – diretor: Irvin Kershner; segunda parte da trilogia original de Star Wars e o melhor filme feito até hoje a se passar no universo criado por George Lucas.

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– Toy Story 3 (2010) – diretor: Lee Unkrich; terceira parte da trilogia da Pixar e o melhor filme do estúdio ao lado de “Wall-E” (2008).

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– Três Homens em Conflito (1966) – diretor: Sergio Leone; terceiro filme da “trilogia dos dólares” dirigida por Leone e o melhor filme de faroeste/western da história do cinema.

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– Tropa de Elite 2 (2010) – diretor: José Padilha; continuação do filme policial dirigido por José Padilha e um dos melhores filmes brasileiros já feitos.

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– X-Men 2 (2003) – diretor: Bryan Singer; segunda parte da trilogia original dos mutantes da Marvel.

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Recomendação – The Sopranos

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Em 2007, quando a HBO exibiu o último episódio de “The Sopranos” (ou Família Soprano, como a série ficou conhecida no Brasil), eu tinha a plena convicção de que acabara de ver a melhor série de televisão já feita, uma verdadeira obra-prima audiovisual.

Oitos anos depois – com os finais de “Breaking Bad”, “Mad Men”, “Sons of Anarchy”, “The Shield”, “A Sete Palmos” e com as estreias de “Game of Thrones, “True Detective”, “House of Cards” etc. –  esta certeza permanece. Isto porque, todas estas séries só existiram (e toda a época da ouro da tv norte-americana que estamos vivendo) devido, em grande parte, ao que “The Sopranos” havia feito antes: profundidade de personagens, abordagem de temas difíceis, interpretações fantásticas, roteiro bem escrito, fotografia que se aproximava da de cinema, colocar um personagem controverso como sendo o principal da trama (fazendo o público se importar com ele), etc.

A única série dramática que rivaliza em qualidade com “The Sopranos” é “The Wire”, produzida no mesmo período pela HBO, com um tom mais documental e usando a criminalidade como ponto de partida para uma análise profunda da sociedade norte-americana. Foi o outro pilar que faltava para a revolução que se viu na televisão dos EUA nos anos seguintes.

“The Sopranos” está para a televisão assim como “The Godfather” está para o cinema. Se não viu, veja; é um dos melhores presentes culturais que você pode dar para você mesmo.

O vídeo abaixo, feito pelo pessoal do site Pipoca e Nanquim,  explica um pouco do porquê eu gostar tanto desta série.

TOP 14 – Filmes do Marvel Studios

14. Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, 2013)_Shane Black

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13. Homem de Ferro 2 (Iron Man 2, 2010)_Jon Favreau

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12. O Incrível Hulk (The Incredible Hulk, 2008)_ Louis Leterrier

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10. Thor: O Mundo Sombrio (Thor: The Dark World, 2013)_Alan Taylor

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9. Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger, 2011)_Joe Johnston

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8. Homem-Formiga (Ant-man, 2015)_Peyton Reed

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7. Vingadores: Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron, 2015)_Joss WhedonAvengers-Age-of-Ultron-Poster

6. Homem de Ferro (Iron Man, 2008)_Jon Favreau

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5. Doutor Estranho (Doctor Strange, 2016)_Scott Derrickson

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4. Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy,2014)_James GunnGuardians_poster

3. Os Vingadores (The Avengers, 2012)_Joss Whedon

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2. Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War, 2016)_Joe Russo, Anthony Russo

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1. Capitão América 2: O Soldado Invernal (Captain America: The Winter Soldier, 2014)_Joe Russo, Anthony Russo

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Filmes para ficar de olho no segundo semestre de 2015

Abaixo, coloco uma lista de filmes (e os trailers, quando houver) para ficar de olho no segundo semestre de 2015. Alguns destes filmes, inclusive, são fortes candidatos a estarem em premiações como Globo de Ouro e Oscar no começo de 2016.

– Evereste (Everest)_Baltasar Kormákur – provável data de estreia: 17/09/2015 – (trailer:https://www.youtube.com/watch?v=QEZ6l0iWXk4)

– Sicario: Terra de Ninguém (Sicario)_ Denis Villeneuve – provável data de estreia: 24/09/2015 – (trailer: https://www.youtube.com/watch?v=G8tlEcnrGnU)

– Perdido em Marte (The Martian)_ Ridley Scott – provável data de estreia: 01/10/2015 – (trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Ue4PCI0NamI)

– A Travessia (The Walk)_ Robert Zemeckis – 08/10/2015 – (trailer:https://www.youtube.com/watch?v=GR1EmTKAWIw)

– Ponte de Espiões (Bridge of Spies)_ Steven Spielberg – provável data de estreia: 22/10/2015 – (trailer: https://www.youtube.com/watch?v=mBBuzHrZBro)

– 007 Contra Spectre (Spectre)_Sam Mendes – provável data de estreia: 05/11/2015 – (trailer: https://www.youtube.com/watch?v=7GqClqvlObY)

– Aliança do Crime (Black Mass)_ Scott Cooper – provável data de estreia: 12/11/2015 – (trailer: https://www.youtube.com/watch?v=R_F-lVhSfx8)

– A Colina Escarlate (Crimson Peak)_ Guillermo Del Toro – provável data de estreia: 26/11/2015 – (trailer – https://www.youtube.com/watch?v=oquZifON8Eg)

– No Coração do Mar (In the Heart of the Sea)_ Ron Howard – provável data de estreia: 03/12/2015 – (trailer: https://www.youtube.com/watch?v=b_n2CAhgPiA)

– Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força (Star Wars: Episode VII – The Force Awaken)_ J.J. Abrams – provável data de estreia: 17/12/2015 – (trailer: https://www.youtube.com/watch?v=wCc2v7izk8w)

Filmes sem data de estreia no Brasil (muitos devem chegar em janeiro/fevereiro/março de 2016):

– Spotlight_ Tom McCarthy – (trailer: https://www.youtube.com/watch?v=EwdCIpbTN5g)

– The Revenant_ Alejandro González Iñárritu – (trailer:https://www.youtube.com/watch?v=QRfj1VCg16Y)

– Os Oito Odiados (The Hateful Eight)_ Quentin Tarantino

– Silence _ Martin Scorsese

– The Danish Girl_ Tom Hooper

– Joy _ David O. Russel – (trailer: https://www.youtube.com/watch?v=SN4MLMHET7w)

– The Light Between Oceans _ Derek Cianfrance

Especial Trilha Sonora – Quentin Tarantino – Jackie Brown

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Os filmes de Quentin Tarantino são mais conhecidos por 4 elementos: a violência; as referências e homenagens a outros cineastas, filmes e gêneros cinematográficos (sobretudo – e tendo como base seus filmes lançados até agora – ao cinema policial/gângster/noir, ao cinema de samurai da década de 50, ao western spaghetti da década de 60, ao cinema de artes marciais das décadas de 60 e 70, ao cinema blacksploitation dos anos 70, aos filmes de carro/corrida e aos slasher movies – em especial o giallo italiano –  também dos anos 70); os diálogos afiados, cheio de palavrões, engraçados e que fazem referência a diversos aspectos da cultura norte-americana e a cultura pop de um modo geral; e, por fim, a trilha sonora impecável, com algumas músicas que só o próprio Tarantino conhece (ele tem uma coleção de discos invejável).  O aspecto ao qual eu vou me deter nesse Especial é justamente a trilha sonora. Vou passar a limpo a trilha sonora de todos os filmes de Tarantino, desde “Cães de Aluguel” até o recente “Django Livre”.

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E o primeiro filme que eu gostaria de falar é “Jackie Brown”, de 1997. Muita gente considera “Jackie Brown” com o pior filme da carreira de Quentin Tarantino. Eu não diria que é o pior, mas o “menos bom”, tendo em vista que não considero nenhum filme de Tarantino ruim (e espero que ele não lance nenhum filme ruim até o fim da carreira). A grande razão disso é o fato de o roteiro de “Jackie Brown” não ser de autoria do próprio Tarantino, mas uma adaptação de um romance policial de Elmore Leonard. Apesar do filme não estar no nível de, por exemplo, “Pulp Fiction” e “Cães de Aluguel”, ele com certeza tem seus méritos (as atuações de Samuel L. Jackson e Robert DeNiro são ótimas) e é uma grande homenagem que Tarantino presta ao cinema blacksploitation dos anos 70 (filmes originalmente feitos para a população urbana negra da década de 70 e com diversas referências à cultura negra norte-americana de um modo geral: as músicas – sobretudo o soul jazz e o funk -, as roupas, a maneira de falar, etc.). Uma das principais estrelas do cinema blacksploitation foi Pam Grier (fez dois filmes considerados clássicos do gênero: “Coffy”, de 1973 e “Foxy Brown”, de 1974), justamente a atriz que Tarantino chamou para estrelar “Jackie Brown”.

E a trilha sonora de “Jackie Brown”, como não poderia deixar de ser, também está recheada de soul jazz e funk. Mas não só isso: Tarantino conseguiu trazer na trilha sonora, além do soul jazz e do funk (“Bobby” Womack, The Brothers Johnson, The Delfonics, etc.) um pouco de country (Johnny Cash) e também da música psicodélica do final dos anos 60 e inicio dos 70 (há uma música de uma banda alemã chamada The Vampires’ Sound Incorporation da qual eu nunca tinha ouvido falar antes). É uma trilha sonora, sem dúvidas, excelente, talvez a melhor de todos os filmes de Tarantino até hoje.

Abaixo, trago as todas as músicas (tirando apenas as partes de alguns diálogos do filme e que também estão no disco) da trilha sonora de “Jackie Brown”. Para quem não quer ouvir tudo, as minhas favoritas são: “Across 110th Street”, “Strawberry Letter 23”, “Tenesse Stud”, “Natural High”, “Street Life”, “Didn’t I (Blow Your Mind This Time)”, “Midnight Confessions”, “The Lions and the Cucumber” e ” “Monte Carlo Nights”.

01. Across 110th Street – Bobby Womack

02. Strawberry Letter 23 – The Brothers Johnson

03. Who Is He – Bill Withers

04. Tenesse Stud – Johnny Cash

05. Natural High – Bloodstone

06. Long Time Woman – Pam Grier

07. (Holy Matrimony) Letter to the Firm – Foxy Brown

08. Street Life – Randy Crawford

09. Didn’t I (Blow Your Mind This Time) – The Delfonics

10. Midnight Confessions – The Grass Roots

11. Inside My Love – Minnie Riperton

12. The Lions and the Cucumber – The Vampires’ Sound Incorporation

13. Monte Carlo Nights – Elliot Easton’s Tiki Gods

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Análise e palpites do Oscar 2013

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De todos os filmes indicados ao Oscar de Melhor Filme, os dois únicos que não vi foram “As Aventuras de Pi” e “Os Miseráveis”. No entanto, estes dois filmes têm pouca ou quase nenhuma chance de levarem a estatueta de Melhor Filme.

O Oscar é um prêmio político acima de tudo e, em último caso, não serve como parâmetro para avaliar a qualidade técnica e artística de um filme . A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood mais errou do que acertou ao longo de sua história na entrega do prêmio; vários absurdos foram cometidos (exemplos : “Chicago”, “Shakespeare Apaixonado”, “Crash – No Limite” , “Quem quer ser um milionário” e “O Discurso do Rei” ganharam o Oscar de Melhor Filme nos últimos anos, alguns deles filmes medíocres e outros ruins, filmes que nem deveriam ser indicados para começo de conversa; diretores do calibre de Alfred Hitchcock e Stanley Kubrick, mesmo com várias obras-primas na carreira, não levaram sequer uma única estatueta de Melhor Diretor para casa; “Os Bons Companheiros” de Martin Scorsese – talvez o melhor filme da década de 90 – perdeu o Oscar em 1991 para o mediano “Dança com Lobos” de Kevin Costner).

Das ausências sentidas na lista de Melhor Filme deste ano, cito, sobretudo “007-Operação Skyfall” que não só é o melhor filme de James Bond feito até hoje como também foi um dos melhores filmes que eu vi no ano de 2012. Daniel Craig está ainda melhor como Bond, Javier Bardem faz um vilão sensacional (talvez o melhor da série até agora) e Judi Dench mais uma vez está muito bem como M. Não faltam referências a aspectos clássicos da franquia (principalmente no final) e Roger Deakins arrebenta na fotografia do filme (há cenas de beleza deslumbrante). Sam Mendes deu aos fãs, nos 50 anos de Bond comemorados ano passado, o melhor presente de todos: um filmaço. Pelo menos, como consolação, o filme está concorrendo em 5 categorias técnicas: Melhor Canção, Melhor Fotografia, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som e Melhor Trilha Sonora.

Dos filmes que concorrem ao Oscar de Melhor Filme este ano, o único que realmente merece ser chamado de “Melhor Filme” é “A Hora Mais Escura”, um excelente thriller político e de ação que bebe na fonte de filmes como “Todos os Homens do Presidente” para construir de maneira quase que documental a impressionante caçada da CIA (destaque para incrível transformação da personagem de Jessica Chastain ao longo do filme e para profundidade que ela consegue imprimir em tela) e do exército norte-americano ao terrorista Osama Bin Laden. Os outros filmes são bons de uma forma geral, mas nenhum consegue se igualar a “A Hora Mais Escura”. Se, como ao que tudo indica, “Argo” ganhar o prêmio de Melhor Filme, não será um absurdo como o que ocorreu com os outros filmes citados acima e que também levaram o prêmio de Melhor Filme anteriormente; entretanto, ganhará o prêmio mais pelo fato da polêmica em torno de “A Hora Mais Escura” (senadores dos EUA chamaram o filme de “grosseiramente impreciso e enganoso” por sugerir que a tortura ajudou os Estados Unidos a rastrear o líder da Al Qaeda até um complexo no Paquistão. Os senadores citaram registros de inteligência divulgados em abril de 2012, que mostraram que isso não era o caso e disseram que o filme “tem o potencial de influenciar a opinião pública norte-americana de uma forma perturbadora e enganosa”. Isto fez o filme perder força na reta final das premiações da indústria cinematográfica) do que por méritos próprios.

“Argo” é um ótimo filme e mostra uma evolução na carreira de Ben Affleck como diretor. No entanto, não consegue bater ou ao menos igualar os méritos artísticos e técnicos do filme da diretora Kathryn Bigelow (que, diga-se de passagem, também foi esnobada neste Oscar na categoria de Melhor Diretor, assim como Ben Affleck e Quentin Tarantino); algo que fica mais evidente ainda pelo fato do filme de Affleck também ser um thriller político. O ponto forte de “Argo” é a verossimilhança com que Affleck consegue retratar o absurdo e quase que surreal plano da CIA (fazendo várias referências à própria Hollywood) para libertar seis americanos que encontram-se abrigados na casa do embaixador canadense na época da Revolução Iraniana.

“Django Livre” é uma bela homenagem de Quentin Tarantino aos westerns spaghetti da década de 60 (os filmes de faroeste feitos por diretores italianos como Sergio Leone e Sergio Corbucci), mas tem problemas de ritmo perto do final e não está no mesmo nível de excelência de outras obras do diretor, sobretudo “Pulp Fiction”, “Cães de Aluguel” e, de seu filme anterior, “Bastardos Inglórios”.  O destaque vai para as atuações inspiradas de Christopher Waltz, Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson e Jamie Foxx e para o roteiro de Tarantino que contém, como de costume, diálogos afiados e impagáveis.

“Lincoln” sofre de problema parecido a “Django Livre”, pois Steven Spielberg arrasta desnecessariamente o filme demais perto do seu final, tudo como pretexto para tentar ser melodramático e arrancar algumas lágrimas do espectador. “Lincoln” é muito bom quando se concentra em todo o debate e esquema políticos por trás da aprovação da 13ª Emenda da Constituição norte-americana (Emenda que aboliu a escravidão nos EUA), mas não mantém o nível quando foca na relação do presidente Abraham Lincoln com sua insuportável mulher (Sally Field totalmente exagerada em cena) e com seu filho. Os méritos do filme vão quase todos para aquele que considero o melhor ator em atividade atualmente: Daniel Day-Lewis, ator que se transforma nos personagens que interpreta de maneira tal que é inevitável não reverenciá-lo e conceder-lhe todos os prêmios a que tem direito.

“O Lado Bom Da Vida” tem sua força nos excelentes diálogos (méritos aí para o roteiro) e nas interpretações humanas e sensíveis que o diretor David O. Russel consegue arrancar do seu elenco: Bradley Cooper (interpreta o bipolar Pat de maneira carismática e real, mostrando que pode ir mais além do que o papel de “galã” em filmes de comédia romântica despretensiosas), Jennifer Lawrence (é quase impossível não se apaixonar pela problemática, maluca e verdadeira Tiffany interpretada por ela) e Robert DeNiro (desde “Cassino” e “Fogo Contra Fogo” DeNiro não entrega uma atuação do mesmo nível da apresentada aqui; é, sem dúvidas, a maior surpresa agradável do filme e, em se tratando de atuação, uma das maiores surpresas do ano). “O Lado Bom Da Vida” é o tipo de filme que faz o espectador sair bem do cinema (o chamado “feel good movie”), mas, ao mesmo tempo, o faz pensar sobre como superar as dificuldades da vida; o grande tema do filme é este: a superação (no caso, a doença sofrida pelo personagem principal).  A verdade é que todos nós temos um pouco de Pat e Tiffany.

De “Amor” e “Indomável Sonhadora” tenho pouco a dizer: apenas que o primeiro, apesar de ser um bom filme, ter boas atuações, ter ganho a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2012 e ser o favorito a levar o Oscar de Filme Estrangeiro, não é nem de perto a obra-prima que muitos críticos estão dizendo que é (o diretor Michael Haneke já foi melhor em “Violência Gratuita” e “Caché”, por exemplo); quanto ao segundo, é o típico filme independente simpático que Hollywood todos os anos tenta elevar ao status de cult (mais ou menos o que aconteceu com “Juno” em 2007), mas que daqui a um ano ninguém vai lembrar mais (esse filme só vale ser visto mesmo pela atuação da menina Quvenzhané Wallis como a personagem Hushpuppy).

Abaixo, dou minhas notas para os 7 filmes que vi e que concorrem ao Oscar de Melhor Filme e meus palpites para as principais categorias (como não vi ainda nenhuma das animações que concorrem ao Oscar nem os documentários, não darei palpites nessas categorias).

NOTAS

– A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty)_Kathryn Bigelow

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Nota: 9,0

– Argo_Ben Affleck

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Nota: 8,5

– Django Livre (Django Unchained)_Quentin Tarantino

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Nota: 8,5

– Lincoln_Steven Spielberg

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Nota: 8,0

– O Lado Bom Da Vida (Silver Linings Playbook)_David O.Russel

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Nota: 8,0

– Amor (Amour)_Michael Haneke

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Nota: 7,5

– Indomável Sonhadora (Beasts of the Southern Wild)_Benh Zeitlin

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Nota – 7,0

PALPITES

– MELHOR FILME

Acredito que vai ganhar: Argo.

Deveria ganhar: A Hora Mais Escura.

– MELHOR DIRETOR

Acredito que vai ganhar: Steven Spielberg.

Deveria ganhar: Entre os indicados, nenhum. Se o Oscar não tivesse feito besteira e  tivesse indicado Kathryn Bigelow, ela deveria ser a vencedora. O Oscar também não seria mal dado a Ben Affleck ou Quentin Tarantino. No entanto, nenhum deles foi indicado.

– MELHOR ATOR

Acredito que vai ganhar: Daniel Day-Lewis.

Deveria ganhar: Daniel Day-Lewis.

– MELHOR ATRIZ

Acredito que vai ganhar: Jennifer Lawrence.

Deveria ganhar: Jennifer Lawrence. No entanto, se o Oscar for dado para Jessica Chastain não será mal dado, pois sua interpretação da agente da CIA Maya é a alma de A Hora Mais Escura.

– MELHOR ATOR COADJUVANTE

Acredito que vai ganhar: Christopher Waltz.

Deveria ganhar: Talvez esta seja a categoria mais disputada esse ano. Acredito que além de Christopher Waltz, outro que tem grandes chances de levar o prêmio é Tommy Lee Jones. No entanto, pelo fator surpresa e também por conseguir entregar uma atuação que há muito tempo não conseguia, eu acho que Robert DeNiro deveria ganhar. Não daria o prêmio para Christopher Waltz porque sua interpretação em Django Livre é bem parecida com a de Bastardos Inglórios.

– MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Acredito que vai ganhar: Anne Hathaway, apesar de não ter visto Os Miseráveis.

Deveria ganhar: Como não vi Os Miseráveis (por qual  Anne Hathaway concorre) nem As Sessões (por qual Helen Hunt concorre), não tenho como dar uma opinião abalizada sobre esta categoria. No entanto, dos filmes que eu vi, acredito que Amy Adams seria uma boa escolha.

– MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Acredito que vai ganhar: Django Livre.

Deveria ganhar: Django Livre. Apesar de que não acharia ruim se A Hora Mais Escura vencesse.

– MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Acredito que vai ganhar: Argo.

Deveria ganhar: Argo.

– MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Acredito que vai ganhar: Amor, até porque está indicado na categoria melhor filme.

Deveria ganhar: Não tenho como dar opinião, pois não vi os outros 4 indicados.

– MELHOR FOTOGRAFIA

Acredito que vai ganhar: As Aventuras de Pi, por tudo que se tem falado na imprensa nas última semanas ( isto porque não vi o filme ainda).

Deveria ganhar: 007 – Operação Skyfall.

– MELHOR CANÇÃO

Acredito que vai ganhar: 007 – Operação Skyfall.

Deveria ganhar: 007 – Operação Skyfall.

– MELHOR MONTAGEM

Acredito que vai ganhar: Argo.

Deveria ganhar: A Hora Mais Escura.

– MELHORES EFEITOS VISUAIS

Acredito que vai ganhar: As Aventuras de Pi.

Deveria ganhar:  Em relação aos filmes que vi daria o Oscar para O Hobbit.

– MELHOR TRILHA SONORA

Acredito que vai ganhar: As Aventuras de Pi

Deveria ganhar: 007 – Operação Skyfall.

– MELHOR FIGURINO

Acredito que vai ganhar: Anna Karenina, apesar de não ter visto o filme.

Deveria ganhar: Entre os que vi, Lincoln.

– MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Acredito que vai ganhar: Anna Karenina.

Deveria ganhar: Entre os que vi, Lincoln.

– MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Acredito que vai ganhar: Argo.

Deveria ganhar: A Hora Mais Escura

– MELHOR MIXAGEM DE SOM

Acredito que vai ganhar: Os Miseráveis, por ser um musical.

Deveria ganhar: 007 – Operação Skyfall

– MELHOR MAQUIAGEM

Acredito que vai ganhar: Os Miseráveis.

Deveria ganhar: O Hobbit.

Top 10 – Séries dramáticas da atualidade

Como eu assisto a muito seriados, resolvi fazer um top 10 com aquelas que eu considero as melhores séries dramáticas passando hoje na televisão. Algumas séries como Damages, por exemplo, apesar de terem potencial para integrarem a lista, não entraram  porque acabaram este ano. O meu critério aqui, portanto, foi só escolher as séries dramáticas que estão sendo exibidas atualmente na televisão (não entram, portanto, séries já encerradas, mini-séries e séries de comédia).

Claro que este top 10 não é definitivo, pois, além de outras excelentes séries poderem estrear com o passar o tempo, algumas séries desta lista irão, eventualmente, se encerrar e integrar não mais esta lista, mas sim – e se tiverem qualidade para tanto ao final de todas as temporadas –  uma lista de melhores séries já feitas.

As posições que eu coloquei servem apenas para ilustrar a série como um todo até este momento. Ou seja, algumas séries podem melhorar com o passar do tempo (algo que The Walking Dead está fazendo claramente na sua terceira temporada) ou piorar (Dexter, apesar de ter várias temporadas muitos boas, – principalmente a primeira, a segunda e a quarta – teve, recentemente, duas temporadas bem irregulares e, por isto, quase não entra na lista – sorte dele que a sétima temporada melhorou o nível em comparação com a quinta e a sexta).

Por último, gostaria de destacar que, na minha opinião, neste ano de 2012 só estreou apenas uma série dramática digna de ser vista: Magic City. Diferentemente de 2011, ano que marcou a estreia de quatro excelentes séries: Boss (série política pela qual Kelsey Grammer ganhou o Globo de Ouro de melhor ator em série dramática por sua interpretação como o prefeito de Chicago Thomas Kane), Homeland (série que continua melhorando a cada episódio e que já em sua primeira temporada ganhou o Globo de Ouro de melhor série dramática, além de conter interpretação magistral de Claire Daines como a agente da CIA Carrie Mathison), Game of Thrones (seriado que adapta de maneira bastante satisfatória os ótimos livros de fantasia das Crônicas de Gelo e Fogo do escritor norte-americano George R.R. Martin, talvez o maior expoente da literatura mundial deste gênero literário na atualidade) e The Borgias (série que conta a história da família Borgia – liderada pelo Papa Rodrigo Borgia –  que é considerada a primeira família mafiosa da história).

Coloquei ao lado de cada série o número de temporadas que ela já tem e, em alguns casos, quantas temporadas estão previstas ainda.

10. Dexter  – 7 temporadas – Estão previstas 8 temporadas.

9. Boss – 2 temporadas.

8. The Walking Dead – 3 temporadas.

7. Game of Thrones – 2 temporadas.

6. Fringe – Está na sua quinta e última temporada.

5. Homeland – 2 temporadas.

4. Sons of Anarchy – 5 temporadas.

3. Boardwalk Empire – 3 temporadas.

2. Mad Men – 5 temporadas.

1. Breaking Bad – Está na sua quinta e última temporada cuja segunda parte, com 8 episódios, estreará ano que vem.

Menções honrosas:

– Justified – 3 temporadas.

– The Borgias – 2 temporadas.

– Magic City – 1 temporada.